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Preço da Bomba, página inicial

Operação da PF suspende 96 postos no Rio suspeitos de lavar dinheiro, e Justiça mantém prisões

A oitava fase da Operação Unha e Carne, em 15 de outubro, suspendeu as atividades de 112 empresas, 96 delas postos de combustíveis. No dia 16, a Justiça manteve as seis prisões.

Publicado em 17 de outubro de 2026.

Giroflex de viatura policial aceso em vermelho e azul à noite
Foto: Scott Rodgerson no Unsplash

A Polícia Federal fez na quinta-feira, 15 de outubro, a oitava fase da Operação Unha e Carne, que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro por meio de uma rede de postos de combustíveis na região metropolitana do Rio de Janeiro. Por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do STF, 112 empresas ligadas à rede tiveram os bens apreendidos e as atividades suspensas. Segundo a PF, 96 delas são postos de combustíveis.

Na sexta-feira, 16 de outubro, depois das audiências de custódia, a Justiça Federal manteve a prisão preventiva dos seis investigados, segundo o Metrópoles e a Folhapress. Entre eles estão o deputado estadual eleito e ex-prefeito de Belford Roxo Márcio Canella (União Brasil), apontado pela PF como principal articulador do grupo, e o delegado Marcus Amim, ex-secretário de Polícia Civil do estado. As defesas que se manifestaram disseram que ainda não tinham tido acesso ao processo.

O que a PF investiga

  • Os mandados foram 6 de prisão preventiva e 16 de busca e apreensão, cumpridos no Rio de Janeiro, em Niterói, Angra dos Reis, Petrópolis, Armação dos Búzios, Nova Iguaçu e São Gonçalo.
  • Um relatório do Coaf aponta que o grupo movimentou mais de R$ 7,6 bilhões em seis anos, entre maio de 2020 e março de 2026, segundo a Folhapress.
  • A Justiça determinou o bloqueio de até R$ 700 milhões. Na operação, a PF apreendeu 20 veículos de luxo, 33 armas e cerca de R$ 90 mil em dinheiro.
  • Os investigados podem responder por organização criminosa armada, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva, violação de sigilo funcional, venda ilegal de combustíveis e formação de cartel.

Um ponto chama a atenção de quem abastece: segundo a PF, o grupo recebia com antecedência os cronogramas de fiscalização de órgãos de defesa do consumidor, com endereço e horário das vistorias nos postos. Para a PF, o aviso prévio permitia que os postos se preparassem e dificultava encontrar irregularidades na venda de combustível. Tudo isso ainda está em investigação e ninguém foi julgado.

O que muda para o motorista

As reportagens não divulgaram a lista completa dos 96 postos suspensos. Quem abastece na capital e na Baixada pode encontrar alguns postos fechados nos próximos dias. Para achar alternativas, a lista de postos mais baratos do Rio de Janeiro mostra o preço de cada posto pesquisado pela ANP.

Na semana de 04/10/2026 a 10/10/2026, a gasolina comum custava em média R$ 6,62 no estado do Rio, contra R$ 6,54 na média do Brasil. Veja os preços do Rio de Janeiro e de todo o estado.

Se desconfiar da bomba ou da qualidade do combustível, o posto é obrigado a fazer testes na hora, a pedido do cliente. Explicamos como funcionam no guia como saber se o combustível está adulterado.

Fontes